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| Morte recorde de correspondentes de guerra acende o debate sobre a cobertura do conflito pela imprensa internacional |
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| Qui, 11 de Março de 2010 12:46 |
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texto - guerra no iraque Morte recorde de correspondentes de guerra acende o debate sobre a cobertura do conflito pela imprensa internacional
Ao longo da guerra no Iraque, a cobertura das redes de TV americanas e as emissoras árabes se confundiram com a própria campanha militar, 24 horas por dia. Nunca se viu uma cobertura tão completa. O público mundial esteve exposto ao bombardeio de informações de todos os lados e ainda mais expostos ficaram os profissionais da área de comunicação, encarregados de cobrir a guerra. Doze pessoas, entre correspondentes e cinegrafistas perderam a vida até agora. Aproximadamente 0,6 por cento dos dois mil profissionais que cobriram o combate. Terça-feira passada, dois cinegrafistas e um correspondente de redes árabes foram mortos no seu local de trabalho e no Hotel Palestina onde estavam hospedados. Este fato provocou repúdio internacional. O deputado Sarney Filho, do Partido Verde do Maranhão, em discurso, na Câmara dos Deputados denunciou a barbárie da guerra e disse que os disparos podem não ter sido acidental.
(Parte do discurso do deputado Sarney Filho) "O Pentágono, ao lamentar o trágico acidente, responsabilizou o regime iraquiano pelo sucedido, e seu porta-voz expressou que "cobrir a guerra é uma atividade perigosa". Disse ainda ter informado as redes de imprensa para que retirasse seus jornalistas de Bagdá. Os correspondentes hospedados no Hotel Palestina negaram essa comunicação. Esse fato provocou um amplo repúdio internacional, inclusive da parte de representantes oficiais de governos que apoiaram politicamente a agressão ao Iraque, a exemplo da Espanha, da Itália e Portugal. Entidades de classes e organizaçães não-governamentais tampouco deixaram de expressar sua revolta contra o acontecimento. A Federação Internacional de Jornalistas considerou o incidente como "crime de guerra", e exigiu que os culpados sejam julgados. A imprensa do Egito assinalou que os ataques tinham como objetivo "eliminar testemunhas". A Anistia Internacional recordou que o Protocolo1, do artigo 52 da Convenção de Genebra estabelece que os ataques devem ser estritamente limitados a objetivos militares, limitados a locais que, pela sua natureza, situação geográfica ou utilização, contribuam eficazmente para a ação militar. É difícil crer que este ato de agressão não tenha sido deliberado.
A tragédia gerou protestos ao redor do mundo, pois as redes árabes haviam comunicado às autoridades norte-americanas as coordenadas do seu escritório em Bagdá e todos sabiam onde os correspondentes estavam hospedados.
De Brasília, Teresa Cristina Soares
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