Prêmio Congresso em Foco:

Em 2009, fui selecionado como um dos melhores representantes na Câmara dos Deputados, conforme votação realizada com a participação de 176 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional.

Brasil, 19 de Maio de 2012

Home Mídia Notícias Entrevistas Pressões contra legislação ambiental são para anistiar quem desmatou
Pressões contra legislação ambiental são para anistiar quem desmatou Imprimir E-mail
Sex, 26 de Fevereiro de 2010 16:54

Em entrevista hoje ao jornalista Heródoto Barbeiro, no Jornal da CBN São Paulo, o deputado Sarney Filho voltou a criticar as manobras para flexibilizar o Código Florestal brasileiro. “O pano de fundo de toda essa polêmica está na intenção de alguns segmentos atrasados de ruralistas que querer basicamente aumentar as áreas que podem ser desmatadas e anistiar os proprietários de terra que desmataram mais do que prevê a lei e não querem recuperar essas áreas”, afirmou o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista.


Respondendo a uma pergunta do jornalista, Sarney Filho afirmou que é mais fácil desmatar do que recuperar áreas que já foram utilizadas, daí o interesse em promover mais desmatamentos. Ele chamou atenção para as tentativas de se diminuir no Código as Áreas de Preservação Permanente (APPs). “No caso da Mata Atlântica, caso se modifique a lei, será o fim dos corredores ecológicos que interligados ajudam a preservar o que resta de vegetação e da fauna desse ecossistema”, alertou o deputado.


Ele também destacou que a sociedade deve ficar atenta as novas manobras, dessa vez, voltadas para modificar o projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que estabelece o Zoneamento Agro-ecológico da Cana de Açucar. “Trata-se de importante proposta do governo que estabelece limites para a expansão do plantio da cana em áreas da Amazônia e Pantanal Matogrossense, com o objetivo de proteger esses   ecossistemas, mas já há movimento no sentido de modificar o projeto, o que não podemos aceitar”, afirmou o deputado.
Para o deputado, seria um contrasenso aprovar essas mudanças no texto. “O Nosso etanol foi combatido no exterior porque plantações estavam invadindo áreas de florestas e também pela existência de trabalho escravo e, por isso, o governo enviou este projeto ao Congresso. Além disso, com o zoneamento os nossos produtores poderão afirmar com tranqüilidade que o álcool produzido no país não agride a biodiversidade”, disse o parlamentar.


Heródoto Barbeiro perguntou se o selo de “sustentabilidade” não seria apenas um marketing para o setor produtivo. Em resposta, Sarney Filho disse que cada vez mais cresce no setor produtivo o número de empresários que estão empenhados em trabalhar sem afetar o meio ambiente.


“Ocorre que no caso da Câmara dos Deputados parlamentares que representam uma minoria atrasada de ruralistas preferem agir contra os avanços necessários para o século XXI. No caso do Código Florestal, esses parlamentares acabaram forçando os líderes dos grandes partidos a indicá-los para a comissão, da mesma forma como ocorreu na comissão do Meio Ambiente, que no ano passado teve uma maioria de ruralistas entre os seus integrantes” explicou o deputado.


Sarney Filho concluiu afirmando que esses grupos deveriam perceber que a floresta em pé se tornará cada vez mais rentável que a floresta derrubada, tendo em vistas os vários mecanismos previstos na legislação de incentivo a quem está comprometido com a sustentabilidade.

 

Endereços e telefones dos gabinetes do Deputado Sarney Filho


DF

Endereço em Brasília: Câmara dos Deputados, Anexo IV, Gab. 202

70160-900 Brasília - DF

(61)3215 5202/ 3215 3202/ 3215 1202

(61)3215 2202 (FAX)

MA

Endereço no Maranhão

Rua Boa Esperança Nº 113 - Turu

São Luís - MA

(98)3248-2094 / 3248-4659