Brasil, 07 de Fevereiro de 2012

Reunião sobre baleias termina em fracasso


A reunião, que teve início na segunda-feira, foi realizada a portas fechadas, sem a presença de sociedade civil ou mídia. A IWC não permitiu que ONGs se manifestassem durante o evento, até o fim da quinta-feira.

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, apresentou nesta quarta feira (24.03)  projeto para disciplinar a ocupação e a exploração da Amazônia. O Macrozoneamento Ecológico-Econômico divide a floresta em dez regiões, conforme o perfil.

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Estudo inglês revela queda de 22% no desmatamento ilegal do mundo e critica mudanças no Código Florestal brasileiro

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A Chatham House, um renomado instituto de estudos independentes sediado em Londres, divulgou nesta quinta-feira (15) o relatório "Illegal Logging and Related Trade: Indicators of the Global Response", uma das maiores coletâneas de dados sobre o desmatamento ilegal em países tropicais já realizada.  O resultado apresentado pelo trabalho é encorajador:  foi registrada desde 2002 uma redução de 22% da produção de madeira ilegal.

O relatório constata que o desmatamento ilegal caiu 50% em Camarões, entre 50% e 75% na Amazônia brasileira e 75% na Indonésia na última década. Essas reduções equivalem à preservação de 17 milhões de hectares, uma área maior que a Inglaterra.

Ao prevenir a degradação florestal, os esforços de apenas esses três países conseguiram evitar, a um custo relativamente baixo, a liberação de 14,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. O equivalente a metade de todo o CO2 liberado anualmente por ações humanas.

Além disso, a proibição do corte ilegal ajuda as empresas madeireiras responsáveis a contribuir para o desenvolvimento dessas nações. Se toda a madeira ilegal fosse explorada sob a orientação do governo, estima-se que poderiam ser arrecadados US$ 6,5 bilhões, mais que o dobro do que o mundo gasta todos os anos em ajuda internacional para o ensino primário.

O relatório cobriu todos os aspectos do comércio da madeira — uma viagem que começa nas florestas dos cinco países "produtores" estudados: Brasil, Indonésia, Camarões, Malásia e Gana. O estudo analisa a entrada da madeira nos mercados dos cinco países "consumidores" — Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Holanda, assim como através dos portos e fábricas de dois países "transformadores" — China e Vietnã — e daí para os compradores do mundo industrializado.

Em 2008, empresas dos cinco países "consumidores" compraram 17 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal no valor estimado de US$ 8,4 bilhões, a maior parte desse volume sendo proveniente da China na forma de móveis ou compensados. Em 2009, um total de 100 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal foi extraído nos países tropicais estudados.

"Se fosse disposta na sua totalidade, a madeira ilegal rodearia o globo mais de dez vezes", segundo Larry MacFaul, co-autor do relatório.

Brasil

Segundo a Chatham House, o desmatamento ilegal na Amazônia caiu 75% na última década, principalmente nos últimos cinco anos, quando o governo intensificou o combate às derrubadas na região e modernizou o sistema de transporte e comércio de madeira, com o Documento de Origem Florestal (DOF).

O relatório elogia o sistema brasileiro de monitoramento de florestas e cita o aumento no número de operações policiais na Amazônia para combater o desmate. No entanto, os pesquisadores ainda apontam falhas no cumprimento das sanções aplicadas nas infrações ocorridas na floresta amazônica, onde a derrubada ilegal ainda representa de 35% a 70% de todo o desmatamento. “As penas nem sempre são aplicadas. No Brasil, por exemplo, apenas 2,5% das multas são recolhidas”, acrescenta o texto.

O estudo alerta ainda para o risco de legislação ambiental incoerente – crítica levantada recentemente por organizações não governamentais por causa das alterações no Código Florestal, aprovadas em comissão da Câmara dos Deputados.

Cooperação internacional

Apesar da implementação de leis e políticas contra o desmatamento ilegal ainda ser lenta, elas já resultam na queda da exploração das florestas. Em 2008, os Estados Unidos deram um passo importante ao determinar que é contra a lei manipular madeira de origem ilegal. Além disso, parcerias entre países e a postura da União Européia de banir esse comércio mostram que há um maior comprometimento com a questão.

Porém, apesar do declínio do comércio ilegal, o estudo afirma que o desmatamento ainda é um grande problema. Principalmente porque nos últimos anos a prática começou a utilizar métodos mais discretos, como a compra de licenças através da corrupção dos governos e assim são mais difíceis de serem detectados.

"O esforço para combater a exploração madeireira ilegal e melhorar a governança florestal juntou países desenvolvidos e países em desenvolvimento de uma forma singular e com um propósito partilhado. O nosso estudo mostra que o interesse e a pressão dos consumidores aliados à ação dos países produtores podem produzir resultados muito positivos”, concluiu Sam Lawson, líder do relatório.

12 de Julho de 2010

 

Fabiano Ávila / Carbono Brasil - Agência Brasil

Fabiano Ávila / Carbono Brasil - Agência Brasil

A Chatham House, um renomado instituto de estudos independentes sediado em Londres, divulgou nesta quinta-feira (15) o relatório "Illegal Logging and Related Trade: Indicators of the Global Response", uma das maiores coletâneas de dados sobre o desmatamento ilegal em países tropicais já realizada.  O resultado apresentado pelo trabalho é encorajador:  foi registrada desde 2002 uma redução de 22% da produção de madeira ilegal.

O relatório constata que o desmatamento ilegal caiu 50% em Camarões, entre 50% e 75% na Amazônia brasileira e 75% na Indonésia na última década. Essas reduções equivalem à preservação de 17 milhões de hectares, uma área maior que a Inglaterra.

Ao prevenir a degradação florestal, os esforços de apenas esses três países conseguiram evitar, a um custo relativamente baixo, a liberação de 14,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. O equivalente a metade de todo o CO2 liberado anualmente por ações humanas.

Além disso, a proibição do corte ilegal ajuda as empresas madeireiras responsáveis a contribuir para o desenvolvimento dessas nações. Se toda a madeira ilegal fosse explorada sob a orientação do governo, estima-se que poderiam ser arrecadados US$ 6,5 bilhões, mais que o dobro do que o mundo gasta todos os anos em ajuda internacional para o ensino primário.

O relatório cobriu todos os aspectos do comércio da madeira — uma viagem que começa nas florestas dos cinco países "produtores" estudados: Brasil, Indonésia, Camarões, Malásia e Gana. O estudo analisa a entrada da madeira nos mercados dos cinco países "consumidores" — Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Holanda, assim como através dos portos e fábricas de dois países "transformadores" — China e Vietnã — e daí para os compradores do mundo industrializado.

Em 2008, empresas dos cinco países "consumidores" compraram 17 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal no valor estimado de US$ 8,4 bilhões, a maior parte desse volume sendo proveniente da China na forma de móveis ou compensados. Em 2009, um total de 100 milhões de metros cúbicos de madeira ilegal foi extraído nos países tropicais estudados.

"Se fosse disposta na sua totalidade, a madeira ilegal rodearia o globo mais de dez vezes", segundo Larry MacFaul, co-autor do relatório.

Brasil

Segundo a Chatham House, o desmatamento ilegal na Amazônia caiu 75% na última década, principalmente nos últimos cinco anos, quando o governo intensificou o combate às derrubadas na região e modernizou o sistema de transporte e comércio de madeira, com o Documento de Origem Florestal (DOF).

O relatório elogia o sistema brasileiro de monitoramento de florestas e cita o aumento no número de operações policiais na Amazônia para combater o desmate. No entanto, os pesquisadores ainda apontam falhas no cumprimento das sanções aplicadas nas infrações ocorridas na floresta amazônica, onde a derrubada ilegal ainda representa de 35% a 70% de todo o desmatamento. “As penas nem sempre são aplicadas. No Brasil, por exemplo, apenas 2,5% das multas são recolhidas”, acrescenta o texto.

O estudo alerta ainda para o risco de legislação ambiental incoerente – crítica levantada recentemente por organizações não governamentais por causa das alterações no Código Florestal, aprovadas em comissão da Câmara dos Deputados.

Cooperação internacional

Apesar da implementação de leis e políticas contra o desmatamento ilegal ainda ser lenta, elas já resultam na queda da exploração das florestas. Em 2008, os Estados Unidos deram um passo importante ao determinar que é contra a lei manipular madeira de origem ilegal. Além disso, parcerias entre países e a postura da União Européia de banir esse comércio mostram que há um maior comprometimento com a questão.

Porém, apesar do declínio do comércio ilegal, o estudo afirma que o desmatamento ainda é um grande problema. Principalmente porque nos últimos anos a prática começou a utilizar métodos mais discretos, como a compra de licenças através da corrupção dos governos e assim são mais difíceis de serem detectados.

"O esforço para combater a exploração madeireira ilegal e melhorar a governança florestal juntou países desenvolvidos e países em desenvolvimento de uma forma singular e com um propósito partilhado. O nosso estudo mostra que o interesse e a pressão dos consumidores aliados à ação dos países produtores podem produzir resultados muito positivos”, concluiu Sam Lawson, líder do relatório.

12 de Julho de 2010

 
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